São grandes alocações de recursos direcionados a pesquisa como solução, esperança e aperfeiçoamento dos diversos segmentos da sociedade, seja ela nas ciências da natureza, nas ciências exatas e nas ciências humanas, e simplesmente o que se ver, é uma pequena parcela da sociedade que usufrui das benesses da pesquisa. Destacando-se as ciências sociais que se apropria das refrações das questões, para produzir pesquisa. E o que a sociedade recebe em troca? Novas nomenclaturas? Ao passo que a sociedade produz uma quantidade e variedades sempre crescentes de bens de materiais, simplesmente não dispomos ainda de base cientifica adequada para solução de problemas sociais. Dentro dessa óptica, cresce desenfreadamente o número de pesquisa rumo à produção de novas tecnologias, sem que as ciências sociais alcancem a rolagem dessa esteira. O que tem se presenciado, é facilmente a burguesia se apropriar da ciência, e simplesmente, a ferramenta da libertação torna-se um poderoso instrumento de opressão. Unicamente é possível fazer ciência com pesquisa. Que pesquisa é essa? Qual o sentido da pesquisa? Dentro do sistema capitalista a pesquisa perde sua essência?
Por- Anderson Santos
Desde q a burguesia se firmou enquanto classe hegemônica, ela tem se apropriado da ciência. Lógico que uma ciência primitiva, se comparada a que existe hoje. Mas a produção material exige da ciência. O povo é simplesmente a mão-de-obra necessária a materialização dos inventos tecnológicos, seja no ramo automobilístico, nas comunicações seja na produção têxtil. Não é a toa q as escolas estão sucateadas. Educação, aprendizado para criação, inovação, criticidade não é pra todo mundo. Nas universidades, aprende-se que a produção acadêmica deve estar voltada à extensão. Isso é o que se diz... certo, não o que se verifica. Então, se a pesquisa não é feita visando melhor de condição de vida para a população de modo geral, ela não atende a sua essência, mas a da produção capitalista.
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